Reecontrar- se

Reecontrar- se consigo mesmo, é como pegar pela mão, a pessoa que você escolheu deixar ela parada em algum lugar; e  compreendendo que nem sempre as suas escolhas, tornam-se na prática, oportunidades frutíferas, você reavaliar a situação e volta para resgatar aquele ser humano que foi, antes de se tornar uma completa ” analfabeta ” de si mesma. Claro, todos nós erramos, e não há a necessidade de haver condenação perante isso; talvez o acréscimo de alguns adjetivos pejorativos, até porque ao longo da vida, se faz sucessivas escolhas, onde poucas, diria que ” raríssimas ” dão certo. Ser ríspida, – apesar disso pouco acrescentar, faz parte desse ” despertar”. Todavia, sentir culpa, não. Só vivendo se descobre as delícias e os dissabores do que acreditamos ser parte integrante da vida ou seja, todos os acontecimentos que temos ou não, nenhum controle sobre eles.

De qualquer modo, todos nós, vivemos momentos difíceis. E a vida por si só é composta por seus desafios. Em muitos deles, haverá dificuldades, dor para proporcionar qualquer tipo de encontro ou reencontro seja em qualquer sentido que isso possa acontecer. Mas nós, enquanto pessoas podemos nos reconciliar, estender a mão, nos escolher e acolher, sem nenhum problema. A dor é inevitável, porque é necessário tomar decisões que implicam em escolhas muito bem elaboradas. Às vezes você precisa sair de lugares apertandos, principalmente, onde não consegue respirar. Neste caso, é uma escolha sábia ” optar por você “, pela sua saúde mental e emocional. Sair de lugares e situações que já não nos cabem, é como ” cortar a nossa vontade em pedacinhos”, até que se ela sucumba sonoramente no ato de puxar o ar com força e limpar o nariz, percebendo que as palavras já não fazem mais sentido, nem colocar sentimentos onde não tem valor algum.

Infelizmente, neste caso, o reencontro consosco, é ” pegar na própria mão calejada” e levar a um novo destino, compreendendo que isso se faz necessário. Em muitos casos, há histórias de pessoas que sucumbem, que se deixam levar pelas emoções, por nao saber administrá- las corretamente. Eu diria que é normal. Afinal, cada pessoa tem a sua forma de lidar com a própria realidade.

Outras vezes, ao estar em contato com essa realidade, elas não lutam contra seus desejos. Simplesmente, interpretam a vida e os acontecimentos de maneira consciente, de modo que, não agem sob uma força devastadora. Essas pessoas são seguras perante o que lhes acontecem; sabem segurar as emoções, a dor e seguir seu caminho. São protagonistas de suas histórias. Evidente que sofrem como qualquer outra, mas sem gritos, secando as próprias lágrimas, suspirando por algo que volte a fazer sentido novamente.

Basta prestar atenção, quando uma pessoa prefere se acolher, ela já ” digeriu” muita coisa internamente. Quando ela faz isso, é porque é resiliente, portanto, busca refúgio na própria força. É melhor ter leveza na alma, do que ser dotada de sentimentos estragados. Esse é um aprendizado que distância o ser humano das suas próprias mazelas ou seja, experiência negativas.

Aprendendo a amar a si mesmo

Aprender a amar a si, não é uma tarefa fácil, mas é admitindo as coisas de forma genuínas para si mesmo que, nascem as verdades. Neste caso, ” as suas verdades “, admitindo que para alcançar a felicidade é preciso romper com o acervo das próprias mentiras. Sim, às vezes mentimos pra nós mesmos com medo de sofrer. Mas é preciso deixar a pretensão de lado e usar a racionalidade para se construir laços afetivos verdadeiros de amor e amizade. Só assim, é possível se olhar com orgulho para o horizonte, e buscar o sol necessário para brilhar por dentro.

Marii Freire. Reecontrar- se

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Imagem: pinterest/ Miaaa Risso

Santarém, Pá 7 de janeiro de 2025

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante