Dar um choque de realidade naquela mulher que tá ali ” patinando, patinando” diante do sofrimento, da ” culpa” e porque não dizer da ” autocomiseração também, porque quando há culpa, o sentimento de pena de si mesma, em geral, um vem atrelado ao outro, diante dessa coisa que parece asfixiar a vida dessa mulher. Então, essa ” chacoalhada” faz- se necessário, porque é um jeito de fazê- la apelar para razão. O que não pode é ela ” adoecer” como vemos tantas mulheres ficarem tristonhas, emagrecer ou ficarem depressivas.
Quando a mulher que passa por essa situação, digo ” a mulher que é vítima ” de relacionamento abusivo por exemplo, ela começa pensar, organizar as ideias, sentimentos e emoções, naturalmente, sai dessa armadilha em que foi colocada. As armadilhas que refiro-me, trata da ” culpa”, da manipulação que ela sofre. Há muitos parceiros que que jogam toda responsabilidade do que não deu certo na relação na mulher. E ela faz o quê? Compra essa ideia com sucesso. E passa vestir essa fantasia, de modo a acreditar piamente que, ela deveria ter feito melhor para poder ter a estrutura emocional necessária para sustentar a relação, o casamento. Enfim, a bagunça que se tornou a sua vida.
A minha fala hoje, se volta à desconstrução dessa culpa implantada na mente da vítima. Não há culpa, há responsabilidade, há fuga de comportamentos que ajudaram extrapolar a situação. Ao passo que a mulher compreende essa questão, ela desenvolve a consciência crítica, escolhendo de forma assertiva, tudo aquilo que precisa administrar com cautela para ser justa consigo. Uma vez determinada, e com um pouco mais de confiança, ela tem habilidades que ajudam a compreender- se como um ser que já não se acomoda, não recua perante a vida, mas segue adiante e, modifica a própria história.
Marii Freire. Culpa
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Imagem: Autoral
Santarém, Pá 4 de outubro de 2024
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