É o óbvio
A violência contra a mulher é um acontecimento histórico, e que infelizmente, acaba mexendo com toda estrutura de nosso país. Lutar para diluir seus efeitos na vida da mulher, é uma forma de trazer segura a todas. Não falo em ” acabar com a violência “, porque isso me parece utópico. Todavia, trabalhar mecanismos que ajudem trazer ” melhorias ” nesse contexto auspicioso é atingir resultados significativos que ajuda essas vítimas a se libertarem. Evidente que a luta de modo geral, procurar alcançar muitos objetivos, como por exemplo, a mulher alcançar posições de destaque, para que assim, ela também passa ocupar os espaços que deseja na sociedade. Mas para que isso possa acontecer, é preciso romper com estruturas violentas; tendo a ciência de que é necessário lutar cada vez mais por seus direitos. Um outro exemplo do que falo, é na política, a mulher deve trabalhar para conseguir adentrar cada vez mais nesse espaço e ocupar determinados cargos. Em suma, mais que posição, é preciso promover um ambiente seguro para mulher; tanto na política, como o próprio círculo social. Para que tudo isso possa vir “se concretizar” é preciso dialogar, é óbvio. Muitas vozes se fazem ser conhecidas, não só na atualidade, mas, muito antes. Todavia, nem sempre foram/são respeitadas, como também “nem sempre acolhidas”. É claro que quando falo ” dialogar” , o aprimoramento disso, ” não surte efeito do dia para noite “. Na verdade, eu estou fazendo uma referência sobre uma leitura histórica, você entende? Quantas mulheres não procuram fazer o que escrevo aqui ao longo de décadas? Isso é assunto para muitas horas de discussão. Seria um diálogo expansivo, bastante rico inclusive e, com uma retórica eloquente, acredito. O que trago nesse texto, não é nada novo, a luta, o posicionamento feminino diante do óbvio é só para enfatizar que isso representa só a ponta do iceberg, porque o que tem de forma consistente embaixo dele é muito maior. A história de luta pelos direitos da mulher, vem sendo contada da forma em que, se tem conseguindo, encaixar algumas peças importantes desse quebra-cabeça que fala de luta e igualdade de direitos, mas que sempre a colocou numa lista de desvantagens. E não adianta negar, porque isso soa como hipocrisia. Muitas coisas continuam precisando serem discutidas para se encaixar melhor dentro dessa vastidão de reivindicações. Aqui, obviamente, não falo de uma construção de informações que já temos; falo do que é justo e necessário para todas. Porém, a pergunta que fica é: aonde encontrar essa ” justeza?” Reconhecendo os nossos direitos, ao invés de questioná- los. Tratando- nos com dignidade, porque isso sim, faz surgir uma compreensão precoce de que somos iguais em valores e, que as nossas causas são justas”. A luta feminina, dar-se por meio de questões que envolve principalmente vozes, corpos, orientação sexual, crenças ( respeitar o que a mulher fala), porque só agindo assim, é que “todas passam ser acolhidas dentro de suas reivindicações”. Coragem para lutar as mulheres têm! Elas não precisam é serem vistas como “problemáticas”, porque se assim forem, abdicam de muitas coisas ( algumas), inclusive, a liberdade de pensar, de ter direitos. Por isso, quanto mais olharem para dentro, e desejarem conquistar a independência e igualdade, mais confiança surgem para superar qualquer tipo de obstáculo.
É o óbvio
Marii Freire. É o óbvio
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: Autoral
Santarém, Pá 10 de setembro de 2024
#mariifreireescritora
#eobvio

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