Amor. Afinal de contas, quem define o Amor?
O que é o amor?
O que me faz, enquanto sujeito amar uma pessoa e dizer: ” eu a amo!”
Que preço é esse que se paga para viver aquilo que ninguém define?
Se sonha o amor,
Mas, quem nos faz sonhar o amor?
Que labirintos são esses que faz com a gente se perca ao tecer a nossa própria história?
A vida?
As horas?
Os dias?
Os segundos?
Com certeza, o amor é uma espécie de dormência da alma e dos sentidos
Dizê- lo assim é justo,
Como justo é a vida na sua compostura senhoril.
As borboletices que nascem do amor,
Movem céus e terras.
Define as infinitas voltas dadas pelo lado de dentro,
Atravessa a razão e a paz que recreia os olhos do poeta
Na tentativa de um espírito cabisbaixo,
Adornar o “amor”
Mas, na volúpia do aborrecimento
Contrasta este, sob o fio de sua própria reflexão.
Pródigo!
O romantismo faz com que
Em tanta desgraça se veja o riso
e na última circunstância, bênçãos.
Um grande amor é a maior ambição da humanidade
Ninguém que tenha passado por esse mundo,
Foi-se, sem que, antes pudesse desejar viver uma linda história…
E não conseguindo tamanho feito,
Após o soluço, não tenha enxugado as lágrimas com as mangas da camisa.
Da glória à carta de alforria: se deseja esse diploma,
Como o gozo da própria liberdade.
Bacharelo- me ao horizonte misterioso!
Pois, se não tem quem o defina,
Se a razão humana, desconhece a razão do amor
Uma vez que; não se escolhe quem se ama,
Nem esse sentimento se dissipa,
Como também não se deixa de amar por qualquer razão,
Quem ” inventou o amor?”
Misteriosa e vaga…
É toda explicação que se busca desvendar a sua natureza.
E que, mesmo seus versos sendo perfeitos,
Imagina-se que, o amor é uma “estória” ousada, presente na memória daqueles que ” aceitam ” como ela seja.
Marii Freire. Amor
Imagem: pinterest/Eclipse
Santarém, Pá 20 de julho de 2024

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