” De todos os amores, o amor próprio e o respeito que você tem por si mesma, é o que te fazem andar de cabeça erguida. “
Marii Freire.
O amor próprio é o que permite uma pessoa ir muito além do cansaço, sentimentos e sensações de medo. Dentre todos os amores, este é, o único que tem a capacidade de encher os nossos próprios vazios. Claro, falo do ponto de vista psicológico. A gente vive muito essa coisa que não tem nome, mas, que dá uma sensação de vazio, de raiva, medo e “apego” , o que na prática, nos aliena ainda mais nessa logica das nossas necessidades. Veja, eu não estou dizendo que não precisamos fazer amizades, namorar, trabalhar, não é nada disso. É o contrário, todas essas coisas demanda muitas negociações e, algumas mais do que outros, que é o caso de você ficar preso à relações rasas ou conturbadas. Quantas e quantas vezes, por não saber identificar o que sentimos, nos apegamos ao outro, no caso, a outras pessoas que são diferentes de nós, dos nossos propósitos? Inúmeras.
É complexo falar do ser humano. Aliás, tentar entender o ser humano também não uma tarefa fácil. Todavia, é preciso dizer que todos nos precisamos de cuidado, de carinho e amor para viver. Mas, viver com qualidade de vida. E isso não requer mágica, mas o empenho em muitas coisas envolvidas. Se diante dessa lógica, o ser humano parar para refletir de forma coesa, ele, identifica que carrega um fardo enorme por conta de tudo o que tem que renunciar e fazer valer outros acordos. Todos nós temos o poder de escolher, de amar, de estabelecer uma comunicação saudável e uma série de situações que servem para o nosso bem-estar, assim como, para o nosso desenvolvimento, dentro do que se compreende como “saudável” com as pessoas. Mas tudo depende também da condição em que somos escolhidos. Às vezes, a gente se desdobra para amar por dois e não consegue. Na verdade, não é suficiente para atender as necessidades, os desejos do outro, e se ocorre a quebra de acordos, tudo vira catástrofe.
Como seres humanos, temos nossas necessidades e, a primeira delas, senão a maior, é o amor. A gente é capaz de sobreviver a tudo, menos a falta de amor; amor próprio. Você pode passar fome, sentir frio, se sentir só. Mas sobrevive. Agora, sem amor, – amor próprio não existe essa possibilidade. Você sucumbe perante essa falta de respostas que não são claras na relação. E quando há um prolongamento no que nos faz sofrer, isso causa experiências dolorosas. De repente, vem as crises, os pensamentos massacrantes, o cansaço da alma, a exaustão mental. Tudo, de negativo que você possa imaginar, ganha fluidez nesse sentido.
A falta de amor é nefasto. Nós como mamíferos que somos, criamos essa relação de dependência com os outros. Primeiro, a relação de amor e dependência com a nossa mãe e depois com as outras pessoas. Quanto maior a necessidade; maior se torna a força que você tem que fazer; tem que se desdobrar para atender o que precisa numa relação. Então, a vida a dois requer um trabalho maior, um conjunto de trocas maiores. ” A dois se pode ser feliz”, e “sozinho ( a) você pode ser feliz também”. A regra é [ se pode e é bom]. Não existe nenhum problema nisso. Quanto a relação, para duas pessoas viverem bem, elas precisam saber o que querem e fazer escolhas onde elas ” se escolham “. Do contrário, não funciona. Se você tem que amar por dois, trabalhar a relação por dois, viver as negligencias por dois, o que resta pra você? O desamor. Ah, o desamor é caro demais. Ele acaba com o ser humano. Acaba com os sonhos e todas as expectativas que se constrói perante a ilusão do que se vive.
Grande parte dos ataques de crises que as pessoas têm, isso vem de ataques de pânico causados por alguma coisa que se encontra em desordem. E às vezes, não é de uma bagunça que você não conhece, mas é justamente, aquela que “por conhecer” você persegue porque não sabe lidar com as emoções, com os sentimentos, – o sofrimento que se torna maior porque ao invés de largar, você se segura naquilo. E por não saber, isso assusta, domina, descontrola. Em alguns casos, é natural que a pessoa chegue no fundo do poço, nade até o oceano para entender que aquela situação ou que aquilo não é para ela, ou que aquele amor, não é para ela. E sabe quando ela vai entender isso? Quando estiver consciente, quando aquela construção afetiva que ela, tanto investiu energia deixar de existir. Como forma de afeto, ela irá cuidar de si. Um exemplo, do que falo é o amor próprio. É ele que faz com que o indivíduo goste de si, de modo que, ao invés de criar situações que demandam muita coisa para viver a dois, seja investido numa única pessoa ou seja, nela mesma. Quem se ama, se aceita, convive melhor consigo mesmo, não age por impulso. Tem pessoas que agem por impulso o tempo todo. Mas se aprendem a controlar, se tornam mais perceptíveis a certos acontecimentos.
Quando um determinado impulso não faz uma pessoa agir como ela agia antes, quando as culpas deixam de fazer sentido, quando a pessoa não aceita tudo e, detalhe importante: quando ela não procura subterfúgios para fugir do que precisa e encara a realidade, tudo começa fluir positivamente perante àquilo que era uma desordem. A atenção dada no momento certo, os movimentos que se faz na direção correta, a mudança de comportamento e esse amor que se volta a pessoa que realmente precisa dele que é você, causa uma sensação de leveza e pertencimento a si mesmo que, não tem nada que limite a pessoa que você se torna.
Da louca apaixonada, você se tornar uma mulher consciente de duas coisas: que amor correspondido é muito bom. Mas, o amor que é dado a você mesma, da busca pelo silêncio, da valorização, a interrupção de crenças limitadoras, de todos os convites a mediocridade, do não desfrute das músicas, da vida, da poesia, da relação de lealdade contigo mesmo, das roubadas que você se poupa. Claro, fazendo uso do autocuidado, autoconhecimento, autoconfiança, autopercepção e amor próprio, é muito melhor. E porque é melhor? Porque demanda menos esforços. O amor próprio traz calmaria.
” Nenhum amor irá lhe proporcionar coisas extraordinárias, quanto o seu amor próprio.”
Há coisas na vida que a pessoa não precisa aprender com o esgotamento total. Embora, esse seja o caminho mais longo que se faça, até nos desprendermos de todas convenções, regras, Contos de Fadas, que ditam como devemos ser e nos comportarmos. A ideia de amor e acolhimento que mais funciona com você, é aquela em que os seus princípios e valores não podem ser maculados. Faça sempre o que compreender o que é melhor para você.
Abrace a si mesma, se acolha com carinho!
Marii Freire. Amor próprio
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: Autoral
Santarém, Pá 12 de julho de 2024

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