QUEM É O HOMEM?
O homem é um ser em construção. Mas, nunca pronto. Pois, vive em constsnte estado de aprendizagem. Prático em relação ao que aprenta resultados positivos e modelável para coisas que aponta em muitas direções. Ao decorrer da vida discute sobre o êxito de suas conquistas; transforma necessidades em recursos que o torne melhor entre fracassos e desilusões.
De acordo com o livro Psicologias, o homem é um ser SOCIO- HISTÓRICO. O que vamos aprender ao longo dessa leitura para compreender melhor essa questão. O homem pertence a espécie animal – Homo Sapiens e, difere- se dos outros animais pelo uso razão. Ainda de acordo com o livro, ” o homem não estaria subtraído ao campo das leis biológicas, mas que as modificações biológicas hereditárias não determina o desenvolvimento socio-histórico do homem e da humanidade: dão-lhe sustentação ( página, 170), e conforme muitas experiências, atrelados ao uso de recursos e situações que o ajuda atender as suas necessidades, o homem adquire aptidões e aprende a trabalhar muitas a seu favor. ” Desde criança, ele é introduzido no mundo da cultura por outros indivíduos, que a guiam nesse mundo” O HOMEM APRENDE A SER HOMEM ( Página 171) do mesmo livro. Se fizermos a diferenciação entre um animal e uma criança, se percebe que um; aprende. O outro, repete. Então, o homem é a resposta do que é ensinado.
O homem aprende a falar, a amar, a tratar com afeto, a respeitar. Da mesma forma que, o homem é ensinado a diferenciar uma coisa de outra. Evidente que a criança, por ainda estar em processo de desenvolvimento, a maioria não tem certas aptidões. É claro que ao falar dessa questão, ela revela as nossas muitas diferenças; diferenças sociais, principalmente estas. Mas, é nessa fase que se aprende muita coisa, e como disse anteriormente, ” o homem é reflexo do que é ensinado “, ou seja, ele leva todo esse leque de informações para vida inteira. Muitas, nos ensina a desenvolver melhor a nossa humanidade, nos faz progredir em diferentes áreas, assim como nos aproxima ou faz excluir pessoas. Entre outras coisas, faz também que aprendemos a respeitar as pessoas, desenvolve empatia, fazer uso de recursos que tudo se torne mais acessível, a medida em que vamos aprender a lidar com o novo e a consciência que temos disso.
VIDA AFETIVA
Como será que desenvolvemos mecanismos que nos fazem tão carentes de afetos? O afeto assim como, as emoções têm uma importância enorme em nossa vidas. Diria que, não só o afeto, mas o amor, o ódio, o desejo, a razão, entre outros. Quando se trabalha esse tópico, não se fala só das coisas do coração, mas da razão e tudo aquilo que permite o homem sobrepor-se aos instintos. E neste caso, não tem como não falar nesses termos sem citar a psicologia. A palavra Psicologia vem do grego, onde Psyché, significa alma, e logos razão.
O passo seguinte que vamos trabalhar aqui, é falar da vida afetiva, da nossa forma de se relacionar e expressar o nosso afeto e a maneira de como isso influencia em nosso comportamento.
Muitos filósofos, psicologos e até mesmo, poetas falaram e falam das coisas do coração e da ama. Os psicólogos em especial, são pessoas que trabalham a vida psíquica, os sentimentos, o afeto de forma global e, a vida cognitiva e racional dos indivíduos. Isso por exemplo, nos ajuda a compreender muita coisa, como no exemplo abaixo.
Imagine que você é uma pessoa completamente apaixonada pelo seu namorado, mas um certo dia, nota ele conversando com outra menina. Obviamente, você respira fundo e vai até lá tirar satisfação ou finge que não sentiu ciúmes. Ah, não vale mentir para si mesma. Naquele momento, aquela cena é conflitante ou você reage naturalmente? Depende de como você lida com os seus sentimentos. Quando se fala se amor, não falamos de algo que sufoca, porque existe muitas formas de expressar o nosso comportamento, sentimentos e emoções.
A escritora mineira, Adélia Prado tem um trabalho fantástico que vou escrever um pedacinho dele aqui para vocês, para compreenderem melhor de como se fala de vida afetiva.
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
” Coitado, até essa hora no serviço pesado”.
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou de amor.
Essa palavra de luxo.
Você compreende como o amor e o cuidado se expressa por meio do mundo interno? Em especial, por meio do afeto, revelando a preocupação, dando lugar a emoção e o fato de acolhero outro por meio do cuidado? As reações por meio de nossa vivência e experiência, acabam expondo essa sensibilidade que às vezes, ocorre de muitas maneiras, como em situações que sentimos como se desse um nó na garganta e aquilo sufocasse, ou em situações, onde os batimentos cardíacos se altera e surge o medo, acompanhado da vontade de chorar? Todos esses acontecimentos são manifestações genuínas do que sentimos. São emoções que afloram com naturalidade. Afinal, pensamos e sentimos, inclusive reagimos ao ser provocados. Claro que a nossa maneira de agir também pode contribuir para expressar as nossas emoções e sentimentos. Se pode amar muito uma pessoa e também em outro momento, alimentar o ódio por ela.
Emoções e sentimentos diferem entre si. A emoção manifesta- se, principalmente quando estamos apaixonados. Em geral, se sonh, idealiza a pessoa, criar situações de viver cenas lindas com ela. A paixão por exemplo é avassaladora, o amor é uma manifestação afetiva um pouco mais calma. Tanta a emoção, quanto os sentimentos, são importantes para a nossa forma de sentir ou seja, para nossa alma, alimentar também a razão. A razão é importante nisso tudo e, são por meio desses aspectos que a vida de um e outro, se difere.
Os poetas são pessoas fantásticas que falam de amor e manifestam as suas emoções por meio da escrita, assim como também os compositores musicais, que criam canções que verdadeiros são poemas escritos. A alma necessita de alimento. O ser humano necessita de amor e muitas alegrias.
Amor
O amor é uma necessita humana. Dar amor a uma pessoa, não é só falar ” eu te amo”. É preciso sobretudo, ter cuidado, elogiar as habilidades dessa pessoa, ter atitudes de se colocar no lugar dela, fazer carinho, mostrar que se importa, ser gentil. Ter atitudes que comprova esse amor. O que não pode é dizer que ama e se comportar de forma que desconstrói o que foi escrito aqui, que inclusive é o tema desse livro: relacionamento abusivo
O amor sempre começa com carinho, com elogios, com incentivo à outra pessoa, porque uma relação prazerosa sempre é construída dessa forma. Dentre outras coisas, tratar bem alguém que você ama, também é uma maneira de oferecer esse carinho. Isso, srm falar que ajuda a crescer, a fortalecer os laços afetiva, a trabalhar a própria autoestima da pessoa amada. A ideia sobre o amor, começa com o cuidado, principalmente num mundo onde tem tanto preconceito, disputas, brigas. Neste caso, a prioridade é o cuidado, não só com a outra pessoa, mas conosco também. Quando você encontra alguém e não consegue cuidar da relação, como vemos em muitos casos, age com agressividade, grita, humilha ela, falta amor.
Relacionamentos doentios
Os relacionamentos doentios começam da falta de cuidado, do famoso ” deixa pra depois”, das atitudes que não mudam, das condições que se tornam verdadeiros obstáculos para lutar para você ter o outro, das mentiras frequentes. Relacionamentos doentios, se estruturam sob o abuso, a falta de respeito e humanidade com a outra pessoa. Tudo isso, serve para uma única coisa: criar obstáculos entre duas pessoas. O relacionamento abusivo que é o nosso tema central, ele tem essa coisa da adversidade. Não pense você que é só a forma grotesca de agir que sobressai nesse modelo de relação. Não, tem a coisa do sentimento e do afeto que não funciona direito. A pessoa que vive um relacionamento abusivo, ela não consegue criar conexões profundas com a outra. Simplesmente, ela não tem os mesmos ideiais românticos que você. Coisas como afeto e emoções genuínas que, acabam sendo componentes importantes numa relação saudável por exemplo, na doentia, ela não existe. A pessoa é fria. É como se houvesse uma desorganização de todas essa coisas citadas que guia o comportamento delas. Na realidade há é, quem convive fato com alguém assim, acredita que a pessoa possa mudar. Mas, não muda, a não ser que esse desejo parta dela, não porque a outra pessoa deseja. Neste caso, a resistência é um grande inimigo.
Marii Freire. Homem, vida afetiva e o aspecto direcionado a relacionamentos doentios
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
PSICOLOGIAS/ UMA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE PSICOLOGIA
Revista Psique Ciência & Vida
Imagem:pinterest/Freepik
Santarém, Pá 23 de maio de 2024

Você precisa fazer login para comentar.