Pessoas inteligentes emocionalmente, transformam cicatrizes em autodeterminação. Todo sofrimento que fica arquivado no inconsciente, ele tem dois caminhos: um que é apequenar o ser humano ainda mais. E o segundo que é fazer disso, um estímulo para a pessoa ter a capacidade de poder agregar mais ao universo. Então, uma mente que multiplica a sua defesa diante do que tem como inimigo, que é a dor, onde ela não deixa consumir o resto de energia que tem, mas despreza essas inquietações, certamente, a pessoa que passa por um evento traumático, a depender do grau de comprometimento que isso traga a sua saúde mental e emocional, ela transforma o resto dessa energia em algo promissor, porque ela não vai usar a mente só para fortalecer as marcas do que a vida lhe deixou de ruim. Vai sim, conseguir tirar algo bom das experiências dolorosas. Neste caso, com essas informações e, de maneira lúcida, construir algo produtivo, porque aprendeu como trabalhar a mente, junto das emoções.
O excesso de dor e eventos traumáticos na vida de uma pessoa pode sim, desencadear uma série de problemas, desde uma gastrite, a insatisfação total pela vida. De repente de um cansaço longo, a pessoa pode não ter condições de conduzir o próprio corpo, que é quando ela se depara com a depressão. Há quem não tome banho, se alimente direito ou não veja problema em ter a casa toda desarrumada. Isso é grave, porque a pessoa precisa de ajuda. Todavia, se a dor ( dor como sofrimento) for algo superficial, essa pessoa pode dizer: ” Ok, isso ocorreu, mas eu não serei refém dessa situação. Neste caso, você nota que a pessoa se nega a desistir dela e da vida. Essa é a grande virada de chave. Pois o indivíduo, passa a produzir pensamentos construtivos de modo, a fazer com que isso, possa gerar respostas satisfatórias e, informações sobre o que ele quer produzir de bom na memória.
” O ser humano trabalha a sua saúde emocional, quando passa a cuidar com inteligência dos eventos traumáticos. “
Se uma passa por um trauma e consegue a extrair algo de positivo das informações que tem, se condiciona o pensamento a buscar por novos propósitos e trabalhar isso sempre estimulando algo novo, objetivando crescer, ao invés de colocar limites a si mesmo, ele vai adequar a sua forma de pensar a esse novo processo. E por que? Porque o cérebro também é um músculo e a gente precisa aprender a trabalhar ele a nosso favor. Quando você ressignifica um evento, logo ordena o cérebro a lançar fora, ideias desgastantes.
Ressignificar
Ressignificar nada mais é do que passar a ter controle sobre pensamentos controladores. Sabe o corpo quando uma parte dele sofre um corte? Ao cuidar, você vai ajudar a ferida a cicatrizar. Claro que a marca vai ficar. Mas, você não vai resumir a sua vida àquela ferida. Você vai sentir, todas as vezes que passar a mão naquele lugar. Assim ocorre no seu intelecto. Você não vai esquecer ou definitivamente “apagar” o que o cérebro registrou. De forma inteligente, vai ter uma disposição mental maior; maior no sentido adaptação ao que aconteceu. Vai desenvolver sensibilidade, amor, compreensão e acolhimento consigo mesmo, para ultrapassar os limites impostos pela vida ou pelos acontecimentos que não foram bons.
Toda dor, toda cicatriz, toda agressão ao corpo e a alma pode nos fazer seres humanos independentes sobre elas, se a gente souber lidar; sobretudo, se soubermos tratar essas feridas emocionais, tendo consciência até de que, um desastre intelectual é possível corrigir, fica mais fácil atingiresse objetivo. Não se deleta sofrimento, mas editamos experiências dolorosas, fazendo destas, um ato de coragem, um degrau que sustenta os sonhos de ousadia que temos, até mesmo, o de poder caminhar de cabeça erguida.
Marii Freire. Inteligência emocional
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem:pinterest/Al art collector
Santarém, Pá 15 de maio de 2024

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