Violência Contra a Mulher

A maioria das mulheres não se importam com o tema violência. A verdade é que grande parte delas, ignoram completamente a grandeza desse trabalho que tem um significado tão importante, acredito eu em suas vidas. A quietude, atrelada ao silêncio  promove o distanciamento que falsifica essa sensação de segurança, quebrada somente diante de uma tragédia. A mulher não fala, ela não indaga aquilo que é essencial para sua segurança que é ficar em constante estado de alerta. A conscientização acerca do problema é quase uma obrigatoriedade para garantir a sua segurança e sobrevivência, porque nenhuma de nós, somos isentas de não passar por algo tão sério e comprometedor a saúde, como a violência contra a mulher.

” A mulher precisa viver em constante estado de alerta; a violência não escolhe hora, nem local para acontecer.

Um tema vasto e delicado como a violência, é algo que não pode ser tratado com indiferença; pelo contrário, todas devem ter  clareza e discutir acerca do perigo que nos cerca diariamente. Pois, quanto maior é a informação, melhor são as vantagens dessa mulher, sobre aquela que ainda é distraída com a vida ou a que pensa que a única que vai sofrer com o problema, é a filha da vizinha que namora o rapaz que vive na favela. Ledo engano! A violência não escolhe classe social, sexo ou cor. Ela acontece em todos os lares, com a mocinha que se recusa pedir ajuda por se achar suficiente, ou a princesinha que depende de todos a sua volta. A verdade é que, um dia, sem que a gente espere, todas  nós, somos convidadas a sentarmos à mesa, se não for para ouvir relatos, mas para contar as suas dores ou ser solidárias as dores daquelas que partiram e deixaram seus órfãos.

É claro que esse cenário muito difere de uma mulher para outra, o contexto em si, nunca é igual. Talvez, isso até ajude aumentar a distância entre aquelas que não se importam com o problema, por ainda não vivê- lo. Mas, a verdade é que:

” Se certos temas causam incômodo a Eva, Eliza não deve esquivar- se da conversa. Afinal, a discussão não é para impor limites, a Ana. Mas prolongar o prazer à mesma.

Muitos problemas são discutidos quando nos reunimos em volta dela ( mesa). Primeiro, se relata a situação e, a depender da gravidade, se tem o manto protetor de todos que fazem parte da conversa ou se descobre a falta de apoio tão necessário à mulher. Mas devemos compreender que é nesse lugar, onde juntos buscamos soluções para os problemas das pessoas mais próximas a nós. No caso da família, isso se torna muito mais sério, porque se norteia princípios e valores nesse ambiente, onde todos se reúnem almoçam, jantam, se presenteiam. Enfim, cria um elo de ligação muito forte entre os indivíduos que compartilha suas histórias.

O intuito maior de se falar sobre violência é levar informação, sobretudo “conscientizar à mulher” acerca dos perigos. A estatística nos revela que os números sobre mortes de mulheres Brasil são elevadíssimos. Então, não se pode ignorar. Não é porque, eu não sofro violência que, isso não possa acontecer comigo. Não é porque, eu não gosto do tema que não aprecie a conversa; o que não possa é ignorar. Afinal, cada uma é livre para fazer o que quiser, e não buscar atribuir importa somente quando estiver no olho do furacão. É preciso ficar atento aos perigos que acontecem dentro e fora do lar.

Marii Freire. Violência Contra a Mulher

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Imagem ( Autoral/Tik Tok)

Santarém, Pá 14 de março de 2024

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante