Direito da Mulher

O direito da mulher deve ser respeitado todos os dias, e não somente em datas e meses específicos do ano, como é março – mês em que ocorre uma importância maior em relação ao combate à violência. Precisamos falar de violência todos os dias, porque o problema ocorre o ano inteiro. Mas, por conta de campanhas com discursos fortemente acolhedores, ao mesmo tempo que fala de enfrentamento à violência, a televisão, a Internet, entre outros, acaba dando uma ênfase maior ao problema, assim como à mulher em nosso país.

” Março não deve ser lembrado como, o único mês, onde homens e mulheres têm os mesmos direitos. “

Apesar de uma explosão de informações, precisamos compreender que a importância dada à violência contra a violência, é algo que deve ser levado à sério, e precisa ir além de uma data, além de ações que tenta nos convencer do óbvio: A vida é um direito, e  as nossas atitudes no sentido de combater o problema deve ser uma constante. Ainda que haja um grande empenho nisso tudo -, como debates e outras ações que procura promover o conhecimento e a segurança da mulher, bem como o caminho para o enfrentamento da questão, precisamos trabalhar essa realidade todos juntos. E isso começa pelas nossas escolhas como não promover discursos agressivos, criar situações que inferiorizam a imagem da mulher, não a objetificar, diminuir as suas qualidades. Mas, cria diálogos para espaços mais seguros, começando pelo lar, já que é nele onde ocorre as maiores angústias.

Creio que toda sociedade ganha quando ela de fato, assume esse compromisso. Do contrário, os números em relação à violência vão mostrar exatamente o mesmo resultado, ou seja ” um resultado negativo “, o que faz com que, entre outras coisas, a mulher continue reivindicando seus direitos em relação a essa situação emblemática que, infelizmente, se esconde por trás de suas dores. O feminicídio nos chama atenção todos dias! Quantas mulheres são mortas por questão de gênero ou por ter nascido mulher? Quanto corpos sem vozes! Você compreende a complexidade do problema? O exercício pela vida é diário num país que ocupa o 5⁰ lugar no Ranking Mundial de mortes de mulheres. Há uma insegurança que a própria sociedade reproduz ao compartilhar fotos de nossos corpos, criar discurso que relativiza àquilo que é importante para nós, e em muitas situações, não respeita o que pensamos. O problema não é só dentro de casa, mas fora dela.

A construção para uma sociedade mais justa e igualitária, é respeitando o que nos assegura a lei, bem como nos enxergando e dando voz.

Marii Freire. Direito da Mulher

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Imagem: Autoral

Santarém, Pá 1 de março de 2024

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante