Casimiro de Abreu

” Com fina malícia quereis me enganar;

Aqui faço ponto: – segredos de amores

Não quero, não posso, não devo contar!”

( Poesias completas de Cassimiro de Abreu. Rio de Janeiro: Ediouro,s.d. p. 61-3) Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. Plus.google. com

Santarém, Pá 14 de agosto de 2020

Aborto

Hoje li uma matéria na Revista Fórum, onde a Débora Diniz fala que uma menina de 10 de idade, que havia sido estuprada pelo tio, e que essa menina, acabou tendo o direito ao aborto sem que esse fato, tenha um julgamento moral que a prejudique ainda mais.

Para os que não conhecem o trabalho da Débora, ela é uma antropóloga que aborda muito esse tema relacionado ao aborto. Na verdade, existe uma preocupação muito mais profunda da parte dela em relação a esse assunto. Todavia, não irei adentrar nessa parte, porque o que desejo é trabalhar esse tema de modo superficial, até porque respeito a opinião de diferentes pessoas no que se refere à essa questão.

O aborto é tema baste delicado por confrontar a opinião da própria sociedade. É profundo- claro. Mas, merece respeito por despertar não só a polêmica, mas também a consciência que ele merece.

A legislação brasileira proíbe o aborto em qualquer hipótese. Ela só amplia esse direito em casos especiais, onde a mãe corra risco de morte, ou no caso, a criança. Existe também a questão da gravidez que resultado de estupro. Neste caso, a lei é favorável. Além disso, existe também uma discussão que fala respeito dos casos que envolvem anencefália.

[…]

Urgente, como é o próprio tema, o aborto sugere, uma melhor reflexão, e a Débora trabalha a questão ligada aos direitos reprodutivos das mulheres. Ela defende a vida dessas mulheres que se submetem a condições precárias para realizar o aborto e acabam indo a óbito. Claro que a questão que Ela como “antropóloga” defende, é muito sério. Portanto, não se tratar de ‘matar criancinhas’, já que ainda nem são consideradas como tal. Em muitos casos, fala-se no direito referente ao feto. Mas, deixemos essa questão para outro momento. O trabalho de Débora, volta-se ao direito a vida, vida não só da criança, mas da mãe que acaba ficando ‘desprotegido’. E isso, apesar dos debates acalorados, às vezes, não anda muito. Tanto que o Brasil, assim como outros países de terceiro, mundo, têm um péssimo resultado, ou seja, tem um número altíssimo de mortes provocadas por aborto.

A idéia central do tema aborto no Brasil para quem defende essa prática é ” descriminalizar”, porque nesse caso, é possível ampliar a discussão. Às posições conservadoras, que elas têm uma certa resistência, o que não permite isso possa avançar o assunto no Congresso Nacional. Nesse caso, é ruim porque perdemos todos nós.

Todavia, como disse no início desse texto, Débora fala acerca do direito da criança que havia sido estuprada, é a ela foi concedido o direito ao aborto. Infelizmente, é preciso dizer que situações assim são tão comum como o ato de respirar (…) Diante dessa realidade, a decisão pela interrupção da gravidez acaba sendo dada de forma assertiva. E por que? Por conta do ato em si. É uma violência sexual que ocorre com brutalidade, ou ainda que não tenha essa brutalidade toda, compreende- se que uma criança não discernimento para compreender o que ocorre. E pelas próprias seqüelas (fisicas e psicológicas) que fica na mente da criança, e isso gera perturbações, e o Estado tenta corrigir ‘dentro do que possível’ tal dano a vítima, devido a gravidade da situação.

Outro fato que deve-se [ainda] considerar é que o estupro seja ele em que nível for, é um crime. Crime previsto nos artigos 124 a 128 do Código Penal, juntamente com a lei 2.848 de 1940 e todas as outras que abordam temas referente a cada situação específica relacionada ao tema. O Código penal ainda tem uma visão um pouco ultrapassada, porém a medicina tem avançado muito, e hoje através da palavra de cientistas, médicos, profissionais de saúde e estudiosos, pode haver esperança de uma discussão sadia. É importante avança na discussão porque serve de alerta a todas as mulheres. Graças ao conhecimento e o direito, se pode verificar singelos avanços na mentalidade de homens que há um século atrás tinha um posicionamento muito mais severo. Quando discutimos e verifica-se a necessidade é não somente o interesse, uma sociedade inteira ganha.

Marii Freire Pereira

Vade Mecum Acadêmico de Direito Rideel/ Anne Joyce Angher, organização. 23 ed. São Paulo, Rideel, 2016.

Imagem: REVISTAFORUM.COM

Santarém, Pá 14 de agosto de 2020

Busca

O que faz a vida ter sentido? O que justifica por exemplo, a minha e a sua busca por algo que às vezes, nem sabemos como denominar? Será que existe um propósito maior a nossa volta e que portanto, faz com que nós, acabemos buscando refúgio naquilo que já conhecemos de nós mesmos? Ou seja, nossas idéias, situações vividas, Sim, porque são elas que nos trazem segurança, e nos lança em busca de novos ‘propósitos ‘.

O Viktor Frankl, um ( neuropsiquiatra), disee que sim, o ser humano precisa ter um propósito maior para viver. E que tudo na vida de uma pessoa, é movido com base nesse propósito. Veja, vou acrescentar um exemplo pra você. Eu sempre ( apesar de), todas as dificuldades que enfrentei, tinha um propósito, queria estudar e ser “advogada”. E aí, me formei. Todavia, me apaixonei por escrever, que é o que estou fazendo. Você entendeu? Qual é o seu propósito? Como você tem se dedicado no dia a dia, para abraçar as oportunidades que a vida tem te dado? Como já coloquei em outros textos, a sorte é madrasta. Ela pode até acariciar as suas idéias, porém o direito, bem como, valor de investir nelas deve vir de você. Ah, detalhe: esse ” acariciar”, não significa que ela te trate com carinho, no máximo, ela fica servindo de alerta, chamando a atenção para o que você precisa insistir. Mas, o cuidado para lapidar essa tua ‘ sorte’, …precisa de dedicação total, vida de você. Fascinante, não?

A vida por si só, não se torna fascinante. O fascínio vem das condições que nascem a partir das nossas dificuldades. Quem dera que fossemos sempre pessoas afortunadas de todo tipo de sorte. Se assim fosse, dormiriamos tranqüilos por saber que no dia seguinte, as nossas reservas de coisas boas, estariam lá convidativas, nos dizendo: ” levá- nos!”. E não, não é assim. Quem tem êxito em alguma coisa, é porque investiu, ou porque dentre outras exigências, priorizou o que considerava importante. Quem age dessa maneira, é sempre uma pessoa que sabe dirigir a vida sem se esconder em meio aos escombros de desculpas. São pessoas que simplesmente, sabe como encarar os obstáculos. Digamos o seguinte, não satisfeito, o ser humano, a pessoa em si, torna-se flexível em algum momento da vida e sabe o que é preciso fazer para atingir os seus objetivos.

É interessante observar a vida por esse lado, porque aí, você irá concordar comigo ou não, na idéia de que a nada nos vem fácil ou vai ser uma dessas pessoas que vive idealizado algo, mas não investe numa maneira de conseguir aquilo que objeto de sua inspiração.

Eu insisto em dizer que sem esforço você não conseguirá ir muito longe. É até possível que sinta a brisa refrescante da esperança, mas a chuva que é símbolo maior da fecundação, certamente, não. Até porque os nossos sonhos não sobrevivem a um mundo desértico.

Todos nós temos o mundo a nossa volta, e diante deles, infinitas possibilidades. Não pense que nada acontece por ação divina. Claro, pode acontecer, quando esgotarem todas as suas forças. Mas, na maioria das vezes, você irá conseguir quando for capaz de pensar concreto e souber aproveitar as oportunidades. Se no meio das inúmeras distrações, você for negligência com uma, uma só, terá que entrar em consenso consigo mesmo, e enfrentar o que encontrar pela frente.

O que você fez de produtivo hoje? Vamos lá, abraçar oportunidades.

Boa sorte!

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. The Atlantic

Santarém, Pará 14 de agosto de 2020

Ética

” Todas as vezes que você pegar uma postagem no “VEM comigo”, por gentileza, coloque o meu nome e o site”.

” (…) ética é uma questão fundamental para todos nós. Se dentro de nossos valores, conseguirmos agir de forma íntegra perante as nossas escolhas, estaremos sendo éticos, ou seja, fazendo o que beneficia não só a nós, mas também o outro.

Eu escolhi falar sobre esse tema porque ele é importante, e também por conta de perceber que alguns colegas não estavam tendo uma conduta honesta quando se trata de respeitar o trabalho do outro. Muitas pessoas compartilham o que escrevo, e observei que a maioria age corretamente quando leva algumas de minhas publicações. Todavia, percebi que havia casos, onde se levava o trabalho, mas retira o meu nome o meu site. Já falei, isso é plágio, não pode.

Entenda, não se pode violar o direito do outro. Portanto, é melhor agir de um jeito digno ( decente), e ter o seu próprio mérito. Óbvio que, como já falei em outro texto, às vezes ocorre de você achar o trabalho de uma pessoa interessante e querer aquilo pra si. Você pode, desde que coloque os créditos originais. Eu já observei parte dos “meus textos” em site de outros colegas, e alguns de vocês elogiando. Eu fiquei triste porque é um trabalho meu. E a pessoa leva “dois parágrafos inteiros sem modificar nada”, e conclui com o restante dele (…) parecendo que ali só existe o fruto o seu pensar. É mérito só dele? Não é. Quando você transcreve ” parte” do trabalho de alguém, deve citar o nome da pessoa. É uma questão de ética, de agir de boa-fé.

Há quem não der atenção para esse detalhe, mas é bom você ficar atento, porque você também está construindo o seu nome. E nesse caso, a sua conduta, a sua maneira de agir diz muito sobre você. Lembrando sempre que: você tem toda liberdade de escolher, quer agir de um jeito benéfico ou maléfico? Você pode, é você que decide. Eu não estou aqui para julgar, e sim para esclarecer uma situação. Agora, ao agir de boa-fé, você sempre ganhará o respeito dos colegas, assim de como também daqueles que acreditam no que você faz. Portanto, agir dessa forma, sempre nos ajuda. Como? Evitando transtornos maiores.

Marii Freire Pereira

Beijo grande no coração de todos!

Imagem: google. crux marketing

Santarém, Pá 14 de agosto de 2020

A grandeza esta nas nossas ações

Um ser humano grande é aquele que sabe como tratar as pessoas. Que sabe impor as suas idéias, sem ofender porque usa do amor para falar com elas. Parece inacreditável, mas uma atitude correta pode lhe por no auge da atenção de todos.

Enquanto muita gente usa da arrogância e dos cargos que ocupam para conquistar a atenção, existem aqueles que simplesmente não fazem esforço para ser notados. São pessoas gentis, seres humanos cheio de esperança, sábios talvez, pelos muito a anos de vida. Gente gostosa! Sabe aquelas pessoas que usam as palavras como sementes? São eles que nos inspira, dão voz de alegria, nos fazem acreditar no nosso potencial.

Tem uma frase do Fernando Sabino que gosto muito, diz o seguinte: ” Tem gente que é só passar pela gente que a gente fica contente “. Já percebeu como o nosso astral melhora? Sim, existem pessoas que desperta a nossa sensibilidade. São automáticas, rouba-nos da nossa timidez e colocam a nossa mente para funcionar. É como se oxigenasse os nossos pensamentos. Têm uma risada gostosa que cativa a nossa emoção, são anjos disfarçados de pessoas, e chegam em nossas vidas para agregar, amor, valor…paz! Ainda que você esteja em crise, mergulhado em medos, frustações…essas pessoas conseguem ser…’luz’ por não nos deixarem sucumbir.

Existe uma máxima que diz o seguinte ‘ cada um oferece o que tem…”. Essas pessoas por serem grandiosas, ‘vale cada minuto de atenção’. Muitas vezes, elas nos olham do alto de seu silêncio…e nos força sair…’ desabrochar’ para a vida (…) ser pessoas também melhor.

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. mayiheart

Santarém, Pá 13 de agosto de 2020

Machado de Assis

Dom Casmurro é uma obra polêmica, mas que serve para denunciar o adultério. No caso, ele tinha que vir trazer a consciência desse que era considerado crime, através de um ( personagem principal) FEMININO. Que deu-se com Capitu. A argumentação é extremamente forte nesse livro. E por ter uma tendência realista, ele chama a atenção do público para aquilo que deseja denunciar. Em Dom Casmurro, fala-se da infidelidade conjugal de maneira negativa porque dentre outras coisas, ele colocou uma mulher no epicentro da história. Claro, havia a distinção entre adultério masculino e feminino. Mas, a sensibilidade fica a cargo do público. A pergunta que faço é: Haveria ou não punição para Capitu? Ainda hoje essa ‘mentalidade pequena’ em condená- lá existe. E quanto ao homem? O que argumentar?

Quando Machado escreveu essa obra, a intenção dele não era incriminar ou inocentar Capitu, mas a de fazê- la ser notada numa sociedade tida como machista. Se você notar, nenhuma manifestação a esse respeito ganharia o peso, a e visibilidade que ganhou se o ( suposto) adultério não tivesse partido de uma mulher. Machado só estimulou a imaginação de seus leitores.

A obraé maravilhosa, vale a pena conferir!

Marii Freire Pereira

Imagem: arquivo pessoal

Santarém, Pá 13 de agosto de 2020

Mario Quintana

” Se tu me amas, ama-me baixinho

Não o grites de cima dos telhados

Deixa em paz os passarinhos

Deixa em a mim!

Se me queres,

enfim,

tem de ser bem devagarinho,

Amada,

que a vida é breve, e o amor mais

breve ainda”…

Mario Quintana. Bilhete.

https://ebiografia.com

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: google. VEJA- grupo Abril

Santarém, Pá 13 de agosto de 2020