Tormenta

” Dias ruins são necessários, para que os dias bons, possam valer a pena”.

Quantas vezes tentamos explicar nossos conflitos, nossas frustações? Nossas histórias dolorosas? Muitas. É comum ouvirmos relatos de pessoas que tentam acreditar em si mesma, quando estão passando por suas dificuldades, seus conflitos internos, suas tribulações e tantas formas de definir os problema que temos na vida, que muitas dessas histórias, servem até de inspiração para que nós mesmos, cconsigamos acompanhar as nossas histórias de perto, sem nos esquivar das responsabilidades.

E essas pessoas, mesmo enfrentando as suas tormentas, elas são melhores preparadas do que a maioria de nós? Algumas sim, outras não.

” São mestres dos disfarces?”

Não. São pessoas que assumem as suas dificuldades reais. Gente quese posiciona diante de situações absurdas, porque ao olhar você não acredita. É o extremismo levado a sério, é como se fosse algo religioso para elas, aonde abraçam suas causam e permanecem firmes em seus propósitos. Agora, você sabe o que é interessante? É que muitas vezes, quando você olha alguém passando por acontecimentos que exigem uma postura mais rígida, logo pensa: ‘ah, esse é um derrotado ‘. Não, por incrível que pareça, não. Essa pessoa que você muitas vezes, considera um fraco, tem uma força potencializada, que é inacreditável.

É natural que maioria, por vezes, se esconde ou mesmo desiste diante de situações que não suportam, já outras, melhoram inclusive. Já reparou nisso? São pessoas valiosas, capazes de suportar a pressão ao máximo. Suporta muitas vezes, forças contrárias, e além de tirar uma lição, ainda nos ensina.

É bonito você observar o comportamento de pessoas assim, elas souberam usar a coragem para enfrentar a realidade…

” Vivem suas tormentas com maturidade “

São pessoas que não têm medo de si, de suas fragilidades, suas dores, porque aprenderam a superar os conflitos, e porque compreendem que depois dos dias ruins, os dias bons aparecem com uma certa suavidade.

[…]

Valorize os dias ruins, eles sempre nos acrescenta uma experiência proveitosa. E embora não pareça, a recompensa chega como um vento refrescante, algo que nos decifra e nos coloca diante do que é…necessário.

Imagem: via Instagram

Texto publicado por (VEM comigo!)

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 21 fevereiro de 2020

Mário de Andrade: Vanguarda e Tradição

Quem nunca ouviu falar em ” Macunaíma?” Pois bem, nascia em São Paulo, Mário de Andrade ( 1893 – 1945). A princípio, Mário inovou sua carreira como crítico de arte, em jornais e revistas. Vinte anos mais tarde, lançou o seu primeiro livro, e após isso lançou o ensaio, intitulado: A escrava que não é Isaura. Anos mais tarde, já por volta de 1921, Mário aceitou outras propostas, o que ampliou a sua trajetória como um nome forte nos embates modernistas. Já em 1930, toda a reflexão daquele período passava por uma revolução, onde denunciava os problemas voltados aquela época. (…) Mário, sofreu uma certa mudança por conta daquele momento e por consequência dos eventos referentes ao período em si.

No ano de 1942, a poesia de Mário tomou duas direções distintas, uma em relação a política, já a outra, era intimista. E a coisa foi caminhando para esse esse lado , ou seja, por consequência de todo aquele embate, das injustiças, as situações que talvez…tinham esse caráter explosivo da época. Mais adiante , surgiram novas publicações de seus trabalhos, e entre os anos de1926 até 1927, vieram os Contos, Crônicas, romance, até chegar em Macunaíma. Talvez a sua obra mais importante. Essa obra, ela representa não o resultado de pesquisas e qualidades do autor, mas digamos um projeto nacionalista dos escritores de sua época.

Imagem: Retrato de Mário de Andrade (1935), de Portinari.

Livro de Literatura brasileira.

William Cereja e Thereza Cochar. Ano: 2013.

Comentário: Marii Freire Pereira

Santarém, 21 de fevereiro de 2020

Os cortejos

” Horríveis as cidades!

Vaidades e mais vaidades…

Nada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria!

Oh! os tumultuários das ausências!

Pauliceia – a grande boca de mil dentes;

e os jorros dentre a língua trissulca

de pus e de mais pus de distinção…

Giram homens fracos, baixos, magros…

Serpentinas de entes veementes a se desenrolar…”.

Mário de Andrade.

Imagem: Desenho de Mario de Andrade, de 1928.

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Ano : 2013

Publicado por: ( VEM comigo!)

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 21 de fevereiro de 2020

Amor de Carnaval

Não seja você, mais um a fazer companhia aos ” mil palhaços no salão …”. Queira um amor, mas um amor que tenha um significado maior na sua vida.

É Carnaval, brilho, diversão e muitos encontros sem compromisso. O carnaval é isso, muito barulho, música e fantasias. Mas, eu pergunto e você, fica aonde nessa agitação toda? Conheceu aquela pessoa por quem se encantou, beijou a vontade, fez amor, Viveu todos os coloridos que essa festa proporciona? Excelente .

” Vou beijar-te agora,

Não me leve a mal,

Hoje é Carnaval !”

Você fez igual o zé Keti, como ele canta lindamente essa canção? Reconheço que essa época do ano é mesmo convidativa. Mas, veja você é um ser humano maduro, inteligente e não vai querer um amor de Carnaval!

” Amor de Carnaval, tem data para começar e terminar”. Depois do clarear do dia, a vida te espera aqui fora. Eu comparo a amor de mãe, onde ela tem autoridade para falar, você brincou a vontade? agora você tem que entrar e ir “arrumar o seu quarto”.

Só um pouquinho mais!…” Sem drama, comece a se despir desse mundo de ilusões e volte a encarar a vida.

Carnaval é assim, festa para uns e algo deprimente para outros. Não adianta brincar se no final sobrar alguns arranhões. De repente, você pode se empolgar por conta dessa alegria toda, e no dia seguinte perceber que negligenciou aquilo que realmente era importante para você, ou mesmo alguém que parecia ser … mas, que você só percebeu …depois de um certo tempo.

Logo que termina o Carnaval é que você contabiliza os erros. E se nessa percepção, você notar que havia uma certa ” Colombina “, ou mesmo , aquele cara bacana no meio dessa história, onde essas pessoas tinham uma importância maior na sua vida, aí o problema é grave. Se envolver com ‘pessoas erradas’, erradas não, modo de falar. O que quero dizer é que, ter essa pretensão de ficar com alguém sem o compromisso da entrega, pode causar dor é sofrimento, entre você e outras pessoas. Por exemplo, você conheceu uma pessoa que ‘ achava que era especial “, se envolveu, ela te usou e depois ‘ descartou’, assim com a maior facilidade, como se você fosse um copo descartável que a pessoa utiliza e joga fora quando não precisar mais. Entende o que estou querendo defender, o que estou tentando falar? É isso mesmo. Você não é um objeto para que alguém te use e depois jogue fora, sem levar em consideração os seus sentimentos. Ah!, mas Carnaval é assim mesmo. Na cabeça de muita gente pode até ser. Essas relações podem fazer bem para muita gente, mas não é garantia de felicidade. Ao contrário, tem muita insegurança envolvida nisso. Muita frustação. É bom saber extrair o melhor dessa época.

Toda diversão se for saudável é boa. Porém, se ela te deixa na posição em que depois, você tem que avaliar, refletir em certas ‘ fragilidades ‘, então é bom que você fique atento. Se dentro dessa ‘ alegria ‘ você compreender que há mais perdas do que ganhos, não arrisque. Isso o que digo aqui, vale para tudo na vida, principalmente para o amor. Fuja desse tipo de situação.

” Amor de Carnaval, o próprio nome já sugere….’ é algo passageiro “.

Esse tipo de relação, há muitos erros, porque não tem garantia. Você hoje, ‘beija, beija, transa, transa..’. Mas, isso não significa que essa pessoa que você achou que era o máximo, vá estar com você quando de fato, houver essa necessidade. É um amor fugaz!

[…]

Ame. Ame alguém como a si mesmo. Queira uma pessoa que seja especial, e que esteja ao seu lado, onde se possa compartilhar carinho diversas vezes, sem sobrar espaço a dúvidas.

Imagem pública

Texto publicado por (VEM comigo!)

Marii Freire Pereira.

Santarém, 21 de fevereiro de 2020

Leveza

Adoro os dias em que a alma está em paz ( paz profunda). Os dia em que posso olhar para a vida sem rancor dos equívocos que a sorte apresenta quando quer me ferir.

Gosto de olhar outras paisagens, pedindo licença só para a liberdade, não me importando com que quer que seja.

[…]

Por isso são livres os caminhos que construí em minha alma, neles não cabem mais nada, além de meus vícios, meus desejo, minhas loucuras.

Gosto da forma criativa de pensar na vida, no sentir e no falar. Como diria Cervantes: de “permitir compreender o que revela o espiritual ‘, e que consigo construir no silêncio, sem a necessidade de burla o tempo

” Gosto do céu em que sou capaz de voar…”.

Gosto de aprender com as inquietações boas, dos momentos em que posso morder os lábios devagar e pensar nas fantasias doces – e momentos onde posso tomar as minhas próprias decisões.

Que você consiga abraçar com generosidade toda riqueza de momentos prazerosos .

Imagem: Cheiro de lavanda

Texto: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 20 de fevereiro 2020

Aprendizagem

” Do nascimento à morte a vida está repleta de dor”.

Disse Buda: a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional “. Essa frase parece ser uma frase simples, mas se você olhar bem o contexto de nossas escolhas, percebemos o quão difícil é saber dosar isso da maneira certa, porque ainda que você faça a opção por aquilo que achar que é melhor, o correto para si, sempre irá sobrar alguns arranhões. Fazer a escolha correta, nem sempre significa que você não sofra. Ao contrário, ás vezes sofremos de forma trágica, pelo simples fato de ter que escolher.

É impossível que o resultado de suas escolhas não o sensibilize, porque começo e fim, está diante de você, e o fruto dessa travessia, muitas vezes revela a dor na sua forma mais profunda.

É claro que o sofrimento pode ser opcional. Sim, isto é possível. Algumas coisas têm um peso menor. Mas, a maioria não. Se for um amor por exemplo, você faz planos, constrói sonhos de uma vida a dois. Se for a morte de um ente querido, aquilo leva um pedaço de você. Neste caso, o sofrimento não é superficial, pelo contrário, passa a antigir o espírito, a alma (…), o interior de cada indivíduo.

Todas as perdas, elas abrem portas terríveis para algo que se precisa conhecer.

O ser humano fica diante de suas fraquezas, de modo que, as feridas abertas parecem não querer cicatrizar nunca. É impossível não sentir. Se é uma amizade, você ganha ou perde, porém o impacto da quebra, ela nos atinge, desestabiliza, fere a ponto de fazer morrer dentro de nós sentimos valiosos. A dor ela proporciona conhecer o mais profundo, ou seja, dentro de nós, ela rasga o coração, o pensamento, nos levando a tristeza.

Aprender a lidar com os seus traumas, é sim uma tarefa árdua.

Toda pessoa que passa por uma situação dolorosa, ela perde a paciência, até o equilíbrio. Agora também tem algo interessante que é preciso falar. Mesmo que você sofra e perca o equilíbrio algumas vezes , é preciso prosseguir. Procurar refletir, tirar as experiências positivas e se recompor, se reconstruir. Seguir em frente e ser feliz.

Todos nós precisamos conhecer as delícias e os dissabores da vida

Imagem pública

Texto publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pa 20 de fevereiro de 2020

Quando vi você me apaixonei

O olhar reflete a alma, o angelical, o que é verdadeiro.

Quando nos apaixonamos, se enxerga, não pelo olhar real, mas com os ” olhos da alma”. É o contato visual que estabelece com emoção, esse papel de avaliar o que necessário, o que importa realmente no ser humano. E a ele confete pequenos gestos que falam através desse olhar, dessa forma de se expressar. É como se abrisse uma janela, não dá memória, mas do coração que nos permite ficar emocionado com pequenos detalhes. E de uma forma generosa, você pensa no outro manifestando a vida através dos olhos, são eles que falam e ganham, inclusive um brilho especial.

Nietzsche, afirmar que: “amar é caminhar em busca da parte que nos falta”. É como se você procurasse andar em direção ao completo, a tudo que fascina, e ao tempo traz paz interior.

Abrir os olhos, significa fomentar a própria liberdade, não no sentido de controlar o que quer que seja, mas de transformar a grandeza…numa tarefa simples: enxergar com alegria os pequenos triunfos da vida.

Imagem: Facebook

Texto: Marii Freire Pereira

Santarém, 19 de fevereiro de 2020