Violência Contra a Mulher

É muito comum as pessoas tratar como normal certas ” piadas” em relação a mulher. Dizer coisas como ” Toda mulher gosta de apanhar”. Espere um pouco, não se pode confundir ” fetiche ” com piada maldosa. Uma coisa é uma coisa, outra coisa, é não confundir situações distintas.

Infelizmente, a mulher tem um passado de escravidão, onde ela tinha que se submeter por exemplo, a todas as ordens e capricho de um homem. Então ” querendo ou não ” essa mulher mesmo nos dias atuais, ela ainda vive sob esse peso do passado. É comum vermos um machismo exacerbado no nosso meio.

Todavia, o que não normal, é aceitar e ” naturalizar” situações negativas do passado no dia a dia. Hoje, se sabe que muito avançamos, e que apesar, do quanto, conseguimos caminhar, ainda temos grandes desafios pela frente, e conseguir combater o machismo é um desafios que a mulher precisa enfrentar.

Ésabido que a mulher é trata de uma forma horrível em nossa sociedade. Há muito desrespeito. A desvalorização também é um fator bastante observado. A gente sabe que mesmo diante dos avanços, na maioria das vezes, a mulher não tem os seus direitos respeitados. Ora, um exemplo é fazer piadas usando adjetivos pejorativos sobre o seu corpo ou mesmo, ou objetificar a mulher. É comum ouvirmos ” Que coisa gostosa!”. Pergunto eu” coisa?” Mulher não objeto, mulher é sujeito. Portanto, merece respeito. E só para você ter uma ideia, a cantada de que ela mais gosta é a do homem que ama. O problema é que a maioria não compreende essa questão. Há uma forcação de barra tão grande em querer fazer a mulher ceder de qualquer maneira, que muitas vezes, ela se sente precionada. Isso é horrível, porque nós tira completamente os nossos direitos em querer ter um posicionamento mais rígido.

A mulher sofre provocação de todos os lados. Se ela sai na rua ou ela aprecia uma cantada ou se aborrece. Se falar algo negativo, exercendo o direto dela dizer ” não “, é depreciada, vaiada com adjetivos pejorativos” como disse acima. A impressão que se tem é que a mulher não tem direito, mas a ” obrigação de acatar o que um homem coloca” . Isso está errado! Essa mentalidade é inadequada a nossa época. A mulher tem direito de fazer as suas escolhas, sem “o peso da culpa ou simplesmente, sem o medo de desagradar a quem”.

O que vemos hoje, são situações como a que, acabei de citar, muita gente tem tratado a questão da violência contra a mulher como algo normal. Lembrando que, a violência não precisa ser física para deixar marcas. Às vezes de uma situação acalorada pode nascer a violência. Não gostou da cantada, da passada de mão nas suas partes íntimas sem o seu consentimento, fale, é seu direito. Na rua ou em casa, fale sem constrangimento. A mesma coisa acontece no sexo. A marido, parceiro ou namorado quer transar e você não, diga, ” não quero”. Você não é obrigada a fazer o que não quer. Não tem que transar para agradar a ninguém. Mas, se ainda assim, ele insiste, isso é crime, chama-se estupro.

Muitos estupros no casamento ocorrem porque o marido quer e a mulher não tem vontade de transar. Mas, o que o homem faz? Ele passa a mão, puxa um detalhe da roupa sem permissão, alisa parte do corpo da mulher sem que ela esteja com vontade de levar aquela situação adiante. Ou seja, esse homem não desiste do que quer, não respeita também a vontade da parceira. Muitos inclusive dizem ” Você tem outro? ” não quer transar tá estranho isso aí”. Não é nenhuma coisa, nem outra. O que esse homem precisa entender é que ele precisa respeitar a vontade daquela mulher. Homem nenhum tem o diretor de força a situação que a parceriaou namorada já deixou claro que não quer.

Não quer fazer sexo? Ótimo, respeite isso. Manobras malandras podem ter um resultado trágico. Não é bom bricar com o que machuca as pessoas. Menos ainda fazer piadas. Há dias, períodos em que a mulher não se sente confortável pra fazer sexo. Isso deve ser respeitado, sempre.

” Não se pode fazer piada em relação a violência contra a mulher. Do mesmo modo que, não se pode usar a cultura do estupro para obrigar uma mulher a fazer sexo com você, seja lá a situação que for: casamento, relacionamento, namoro.” NÃO é Não.

Nós precisamos respeitar as pessoas. Se desejar uma mulher, é normal. Mas, é preciso compreender que ela precisa manifestar desejos por você. Autoritarismo disfarcado de amor, pode ser tudo, menos amor.

Assim sendo, você pode resmungar, falar o que não agrada no momento certo, mas não forçar a barra para obter benefícios próprio. Isso é errado. É preciso maturidade para entender quando o seu parceiro ou sua parceira não quer nada além de um abraço. A mulher não precisa fazer nada do que não queira. Mais do que isso, ela precisa se conscientizar que tem vontade própria.

A mulher precisa ter essa capacidade de enxergar qualquer problema e, de modo preciso, saber se posicionar sem medo ou culpa. Seja dentro de casa ou na rua, tem que gostar de si. Ela tem que manifestar o seu desejo de forma clara.

A violência seja ela moderada ou atroz , nos rouba a vida. Rouba sobretudo, o que é ético da vida. A gente nunca deve perder a referência de quem somos por conta do outro ou para ” agradar este”. Devemos nos colocar em primeiro lugar. Se amar é isso, digo ” é ter a capacidade de estar em primeiro plano. É deixar claro o que pensa e, deseja ir ao encontro a sua verdade. A gente deve preferir muitas vezes sentar-se ao chão do que ficar de joelhos sobre ele. Não implore por nada a ninguém, você tem direitos. Aprenda a lutar por isso.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem & criação: Marii Freire Pereira

Santarém, Pa 12 de outubro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

6 comentários em “Violência Contra a Mulher

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