Considerações acerca do amor

Como definir o amor sem macular a sua inocência? Como definir o amor sem isentar a culpa de quem confunde a sua autenticidade com vicissitude?

Diante dessas considerações, o tema por si só, já gera atenção especial. Ora, estamos acostumados a confundir o amor com as suas facetas. Talvez, por isso, exista tanta gente vendendo receitas prontas de amor por aí, umas para turbinar a relação, e outras para interromper o ‘amor’, digo, o que você ” diagnostica” dentro das condições esse sentimento, ou seja, o que pode ser compreendido e aceito, do que aquilo que muito se alonga deste. Ora, o amor é algo que de fato, não pode ser confundido com outro sentimento dentro das relações.

Eu tenho escrito muito sobre relacionamentos, não que seja especialista no assunto, mas compreendo que amor é aquele sentimento autêntico que pouco difere do que pai e mãe nos oferece, falo da proteção. Mãe principalmente, porque nos carrega nove meses no ventre. E em seguida, sente as dores do parto […]. Amor é reconhecimento de você no outro total. Você pode notar, que quando uma criança nasce, o primeiro olhar de cuidado, de ternura, conchego e calor, etc. É o da mãe. Ela em fração de segundos, procura todas as suas informações naquele ‘ser pequenininho’. Amor é uma espécie de enlace materno misturado ao instinto de sobrevivência. Uma criança precisa do peito, do alimento da mãe. Então “a primeira dose de amor alimenta-se dele próprio”, ou seja, dele mesmo. Bonito isso, não?!. Certamente, sem essa troca, nós não sobreviveríamos.

Costuma -se dizer que amor na sua forma universal, ele é perfeito, porque é puro. Sendo assim, não adere ao conceito de exigência. Se há, é porque está, nasce do capricho humano, do desejo de submeter o outro, a sua própria autoridade. Talvez, seja por isso, que vemos tantas pessoas, na sua maioria, ‘mulheres’ confundido amor com consentimento para que o outro, lhe use, no caso o homem, e posteriormente, isso venha lhe trazer sofrimento. Que fique claro, amor não dói, certo?

Ao longo desses dias, tenho falado também acerca do Direito da Mulher, na verdade, aqui faço um paralelo entre o que pode ser compreendido como amor e aquilo que jamais seria. O intuito desse texto é trazer uma reflexão a todas as mulheres, porque abordado temas como violência, seja na ordem psicológica, sexual e física, até chegar no grau máximo dessas violência que é a morte. Neste caso, há uma preocupação maior, porque essa violência evolui para o Feminicídio. Por isso, é necessário dizer que amor não dói, nem mata. O que acontece é que as pessoas se submetem a determinadas situações para estar com alguém, e depois que conseguem, acabado todo aquele período de ” encantamento “, despertam para realidade, que na mioria das vezes, elas mesmas foram negligentes por não ter dado a atenção necessária a si próprias no momento em que deveriam.

A violência dentro do relacionamento não pode ser confundida com amor. O que ocorre é que a maioria das pessoas, enquanto estão nessa fase de encaminhamento, simplesmente, elas se sujeitam as condições do outro para não perder o mínimo que recebem daquela pessoa, ou seja, quem vive uma relação abusiva por exemplo, pode não ter condições de notar esses aspectos relacionados a violência.

É comum a frase : ” Eu passei por isso” Passar, todas nós passamos. Mas é interessante não se acostumar a nenhuma forma de violência. A gente precisa saber lidar com esse problema é conversar sobre ele.

A felicidade que se tem dentro da relação, é por conta de saber na maioria das vezes, fazer boas escolhas. Se você observar bem o comportamento de uma pessoa antes, de pensar em casar, morar com ela, certamente, esse detalhe já evita dor d3 cabeça.

É bacana você encontrar alguém que corresponda o valor daquilo que você deposita nela. Agora, aceitar cousas que machucam, no caso, maus tratos – típico de quem não gosta de nós, não é normal. Entenda, não estou julgando, depreciado ou coisa parecida. Simplesmente, alertou para um problema quase silencioso: a violência. Violência e amor, não combinam.

Violência

A violência é uma questão emblemática. Há quem acredite que ela faça parte do amor. Culturalmente, fomos obrigados até acreditar que por mais doloroso que seja o amor, no final existe uma recompensa. Não é isso que as pessoas fazem quando estão apaixonadas? dar um ” jeitinho” de consegui-lo, e depois dar um ” jeitinho” de separar. Sim, a mulher é quem tem o sonho de casar, E consequentemente, de se separar também. O homem não, ele se tiver um sofá, roupa e comida preparada de maneira correta, está tudo bem. Por isso, não se assuste se ele chegar às ‘ Bodas de Ouro’, mesmo que ofereça a mulher uma relação com aparente maus-tratos. Se costuma dizer que, ainda nessas condições, difilmente, esse homem vai querer sair do casamento. A única pessoa no mundo que vai pedir pra sair por não suportar – é a mulher.

Eu estou escrevendo esse texto num tom irônico, mas as considerações acerca do amor que quero deixar a vocês é: ” O sorriso no rosto está sempre vivo? A pele, o brilho do cabelo, o tom da voz, a reciprocidade dentro da relação, com o está?” Se a sua resposta for positiva, parabéns. Agora, se 80% for negativa, existe aí um motivo para preocupação, um não, vários. Por que estou falando isso? Porque a maioria das pessoas estão dando suporte a relações fracassadas. Situações, onde só há brigas, humilhações, ” convulsões ” vou dizer assim, e tudo aquilo que não se deve tolerar dentro de uma relação.

Realidade

A sociedade sempre procurou nos fazer acreditar que para sermos merecedores do amor de alguém, principalmente, nós mulheres, precisamos sofrer para tê-lo. Isso é um erro. Uma relação doentia, muitas vezes, ela mata. Pode até não matar no caso, mas, maltratar a pessoa de um jeito que faça com que ela nunca mais, seja capaz de amar, de se entregar a outro homem, isso faz.

Se você mulher, sofre violência no âmbito familiar, digo na sua relação, isso não é normal. Da mesma forma, se diz que o amor também não têm nenhuma relação com a dor, pelo contrário, é um problema, e se você não tomar cuidado, foge do controle. E no caso de uma relação que se tenha filhos é pior, porque sofre a família inteira. Distúrbios dentro do relacionamento, atinge a todos.

Legislação

A Lei n°- 11.340/ 2006 ( Maria da Penha), assegura proteção a mulher nos casos que envolve violência. É essencial que a vítima denuncie o seu agressor, para receber as medidas protetivas. Lembrando que a violência não é só agressão física, certo? Se você mulher é vítima de constantes humilhações, deboche, dentre outras formas de desrespeito, coisas que causam dor e sofrimento psicológico, pode denunciar também. Isso é violento psicológica. Outro aspecto importante é que, você mulher tome consciência das condições desse amor, do seu amor próprio. Não aceite tratamento infeliz […]. A violência sexual também deixa marcas visíveis. Entenda que se esse homem, pega as suas mãos, se te empurra em qualquer lugar, te obriga a fazer sexo com colocações machistas, isso é violência sexual. O sexo tem que partir de forma consensual de duas partes. Amor não é baseado na chantagem emocional…” ou você faz isso”, e ganha a minha atenção. Já disse, amor não é condição.

Amor é uma parcela de cuidado que surge de maneira [espontânea] de ambas as partes. Se você tiver que forçar ou se sentir pressionanda para conseguir isso, é melhor repensar a sua relação. Ah, vale para ter diálogo, atenção e carinho. Isso é essencial em qualquer relação.

O Amor é um sentimento Supremo. Um cuidado especial, um beijo, um carinho fora de hora, um abraço que acolhe. Não é aquilo que te fere. Como disse: ‘se dói, se machuca é porque a sua relação, o seu casamento caminha rumo a separação. Porque amor mesmo é prioridade, conforto, respeito, reciprocidade. Essa é uma das palavras importante acerca do conceito de amor. Ele pode pode até ter muitas facetas, mas, nenhuma se fortifica dentro de condições covardes. Melhor, ele não se reconhece como um sentimento covarde. Se há amor, não existe dilaceracão dos nossos sentimentos.

Pense nisso.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Lúcia A. Maria

Santarém, Pá 22 de março de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Considerações acerca do amor

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